'Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida', diz MP ao detalhar apuração da morte de empresária em Aracaju

  • 26/05/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeo mostra momento em que policial penal invade quarto de hotel e atira O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) detalhou, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (26), as investigações sobre o feminicídio da empresária e estudante de direito Flávia Barros dos Santos. O crime ocorreu em março deste ano, em um hotel no Bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju. O principal suspeito é o policial penal e ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso (BA), Tiago Sóstenes Miranda de Matos, que está preso preventivamente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp De acordo com o MP, as circunstâncias apuradas esclareceram a origem dos ferimentos apresentados pelo suspeito no dia do crime. A alegação de que Tiago teria tentado tirar a própria vida após o disparo contra a empresária foi contestada pelos laudos técnicos. Coletiva de imprensa so ministério público sobre a morte da empresária em Aracaju. Anderson Barbosa/ TV Sergipe "Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida. Ele foi atingido inclusive de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. Essa alegação de que ele estava absolutamente abalado e que, portanto, acabou tentando tirar a própria vida cai por terra com base nas provas que até o momento foram produzidas", afirmou a promotora de Justiça Luciana Duarte. Ainda durante a entrevista, o MP-SE informou que as circunstâncias do crime apontam que a vítima estava deitada na cama quando foi executada. Desenho esquematico mstrando a disposição dos vestígios Anderson Barbosa/ TV Sergipe. Além disso, dados extraídos dos aparelhos celulares dos envolvidos comprovaram que Flávia vivia um relacionamento abusivo com o policial penal. As mensagens indicam que a estudante já havia sofrido episódios anteriores de violência. O Ministério Público pede a condenação do suspeito pelo crime de feminicídio, que tem uma pena máxima de 40 anos e a incidência de duas causas de aumento de pena. "A pena tem que ser rigorosa nesse caso, não só por se tratar de feminicídio, mas um feminicídio com circunstâncias que agravam absolutamente o crime, como o fato dele ser agente da segurança pública, fazer uso de uma arma funcional, por ele ter encurralado a vítima no quarto, atirado nela sem possibilidade de defesa motivado e imbuído com essa questão de gênero", completou a promotora Luciana Duarte. Ainda durante a coletiva, as promotoras exibiram um vídeo de câmeras de segurança que mostra o momento anterior à ação do polícial. Ele chega ao hotel depois da vítima, arromba a porta do quarto e atira contra ela. Momento em que policial penal arromba a porta ante de disparar contra a vítima. MPSE Crime O crime ocorreu no dia 22 de março, quando Tiago Sóstenes matou Flávia a tiros em um hotel, localizado na Zona Sul de Aracaju. Na ocasião, ele foi hospitalizado recebeu alta foi foi encaminhado ao Presídio Militar (Presmil). Leia também: Policial penal suspeito de matar namorada em hotel de Aracaju usou arma funcional, diz SSP Diretor de conjunto penal da Bahia suspeito de matar namorada havia começado relacionamento há uma semana Flávia Barros, vítima de feminicídio, e Tiago Sóstenes, suspeito de feminicídio. Reprodução redes sociais

FONTE: https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2026/05/26/tiago-sostenes-nao-tentou-tirar-a-propria-vida-diz-mp-ao-detalhar-apuracao-da-morte-de-empresaria-em-aracaju.ghtml


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